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Por José Renato Siqueira Jr

BLOG DO CAMINHANDO NA LUZ
Zé Renato Siqueira Jr.

20/10/2015
Sobre a Lei da Coletividade
A frase que inicia a explanação “... dentre todas as Leis, talvez esta seja o maior motivo de discussão dos próximos 13 mil anos” mostra o quanto temos dificuldades para entender e aceitar seus princípios em essência.

Quando a lei nos orienta olharmos com cuidado e, criticamente, para as nossas necessidades individuais e com extremo respeito às necessidades do outro, no fundo o que ela nos pede é fraternidade, solidariedade, desapego e eliminação do egoísmo, da inveja e da cobiça.


E por que pode ser difícil agir plenamente dentro dos princípios apresentados por ela mesmo para as pessoas que, sempre defenderam esses conceitos?

Esta pergunta me fez lembrar de um dos textos mais conhecidos de São Paulo que diz: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”. Romanos 7:19
Ele atesta que temos sim, incoerências, inconstâncias e que agir como acho correto agir, sentir como almejo sentir, nem sempre consigo.

Dois episódios, histórias de dentro da minha história, exemplificam esta dificuldade.

Conta a lenda familiar que, sem motivo aparente algum, uma febre de 40o me acometeu por quase uma semana, após o nascimento de minha irmã. Esta reação me mostra como o egoísmo já existia na raiz do meu ser.

Na vida profissional, mais de uma vez me senti injustiçado por não receber o reconhecimento e as recompensas que julgava merecer.
Nestes momentos o sentimento de inveja “se escondia” por trás de uma busca de justiça e equilíbrio, só que a avaliação da necessidade e do grau de participação, minha e do outro que me “dava respaldo” para julgar como injusta a situação, vinha unicamente de dentro de mim.

Como saber? Tinha eu, isenção, sabedoria e autoridade para este veredito?

Nestas recordações percebi como é desafiador viver em plenitude esta lei, porque viver num mundo onde a divisão é “A cada um segundo sua necessidade e participação”, praticamente eliminaria do planeta, a inveja, a retenção, a competição, o medo da falta, a ganância pela posse e não pela necessidade do uso, entre outras mudanças.

Há um outro ponto que penso, devo trazer para nossa reflexão.
Um amigo contou que presenciou uma pessoa interpelar um pregador que em praça pública clamava pela distribuição de toda a riqueza do país para todos, indiscriminadamente.
No meio do seu discurso, alguém o interrompeu dizendo o seguinte:

- Meu amigo, concordo integralmente com a proposta. Agora me passa teu endereço, mudo pra lá hoje mesmo porque estou sem casa. Me dê também sua bicicleta pra ir a um compromisso antes de ir pra lá, ok?

Você pode imaginar a resposta do pregador, certo?

Esta história mostra que no discurso e em tese, repartir (e achar correto que isso aconteça) a riqueza que não é minha, é bem mais fácil do que dividir o único pedaço de pão ou de chão que temos (a ilusão) de nos pertencer.
Aí a coisa pega para a maioria, pelo menos ainda.

Como mudar? A lei da coletividade nos dá pistas:

a) Conter, dia a dia, o que parece ser impulso (ou vício) humano (natural ?) do egoísmo, da comparação e do julgamento

b) Buscar clareza das minhas necessidades, ao mesmo tempo em que, entendo as necessidades do outro, disponibilizo os frutos do meu trabalho para satisfazer as minhas próprias, e para contribuir ao que é bom para o coletivo ao qual pertenço.

c) Avaliar continuamente se, de verdade, preciso de tudo o que já tenho e se me falta mesmo, tudo pelo que luto e anseio obter.

Em suma, nem comunismo, nem capitalismo ou qualquer outro sistema político econômico humano conhecido.

O convite que o estudo desta e das demais leis nos apresenta é fazermos da construção deste novo modelo de fraternidade, solidariedade, desapego e consciência realidade num tempo muito inferior aos 13 mil anos prognosticados pelo Mestre.

Não tenho dúvida que Deus adorará ser surpreendido!

Até a próxima.








Os textos aqui apresentados são baseados no conteúdo das aulas ministradas pelo Mestre Hilarion às terças feiras quando o Grupo Caminhando na Luz busca compreender toda a sabedoria contida no CODEX


Jesus - (27/10/2015)

Por José Renato


Sobre a lei da descrição

Reler e pensar sobre o que escrever, tomando por base a descrição da lei da descrição, foi interessante.

Descrever a descrição me pareceu desafiador, tanto quanto a primeira afirmação contida na lei, um

paradoxo: Tudo o que é descrito limita e confina OU liberta e expande.

Como assim, uma lei que pode ser tanto restritiva, limitadora e com alto potencial de confinamento,

quanto ser libertadora, capaz de expandir e de fazer crescer a consciência?

Procurei então exemplos que me fizessem relembrar na prática esta afirmação paradoxal: O que me

limitou mas que me fez crescer e o que me fez crescer que me limitou? Veja um exemplo de cada.

1) Um desemprego inesperado! Que situação mais limitadora, não é mesmo? Só que este fato, além de

poder fazer o sujeito repensar seu caminho profissional, o faz perceber comportamentos inadequados

e que não percebia! Resultado: Crescimento e expansão.

2) Uma empresa que crescia vertiginosamente por conta do atendimento personalizado aos seus

clientes e seus empregados passam a ter que atender, a cada dia mais e mais clientes, comprometendo

a qualidade que havia em função da personalização do atendimento. O que a fez crescer começa a

limitar e possivelmente faz iniciar um processo reverso, de confinamento e perdas.

Veja como tudo parece relativo e até ambíguo.

Este é, pelo que entendi, o centro da lei da descrição. Sua relatividade.

Outro aspecto que quero explorar desta lei é o que aprendi trabalhando um pouco com tema

comunicação.

Em treinamentos desta assunto é bastante comum se trabalhar o descrever uma situação ou objeto. A

tese é que assim se consegue um alinhamento de percepções.

Eu descrevo o que vejo, você descreve o que vê, nós identificamos as diferenças e ambos temos a

possibilidade de “ampliar” cada um a própria visão (do fato, do objeto, do problema, do contexto) ao

agregar a sua visão a percepção do outro.

Certa vez, para testar isso, apliquei o seguinte exercício em um grupo.

Pedi para as pessoas que estavam sentadas ao redor da mesa em uma sala de reuniões que

descrevessem a sala da forma a mais livre possível.

A seguir, solicitei que virassem a folha onde haviam escrito e mudassem de cadeira.

Já instalados na nova posição da sala, pedi que voltassem a descrever a sala na folha à sua frente.

Terminada esta ação, pedi que desvirassem a folha e comparassem as descrições.

Começamos então a conversar sobre a experiência a partir daí.

Veja o que de principal foi discutido e analisado pelo grupo:

 10 pessoas = 10 salas

 A visão muda, às vezes radicalmente, quando a “cadeira” onde se está sentado muda, porém,

mesmo quando se está sentado na mesma cadeira do outro, o que você vê e o que o outro vê

tem diferenças;

Como conclusão o grupo chegou a seguinte posição: É sim, possível unificar a descrição, mas só se nos

fixarmos no que é factual e objetivo (1 mesa de madeira, 10 cadeiras, 5 janelas com persianas ,

eliminando qualquer adjetivação, ou seja, julgamento e opinião ).

Só que para se alcançar este ganho é preciso que todos tragam à tona virtudes importantes:

 Humildade para entender que a própria visão é apenas a sua visão e não a realidade, a

verdade, “o lado certo de enxergar as coisas” e que a visão do outro é tão válida quanto a sua) e

Capacidade de ouvir a visão do outro.

Parece-me que o problema apontado está principalmente no fato ou tendência que temos em colocar

juízo de valor em nossa fala descritiva, e é isso que a transforma em fala julgadora.

Isto acontece quando o que descrevo classifico como grande ou pequeno, bom ou ruim, feio ou bonito.

Olhar os fatos, os ambientes, o tempo e o espaço sem formar nenhum tipo de ideia, porque será que nos

parece utopia, missão quase impossível?

Apenas observar, parece ser o caminho, reconhecidamente desafiador, mas é o caminho.

Parece a você impossível contar sem avaliar? Descrever fugindo da sua visão pessoal?

Como cuidar para que nossa descrição não traga limitação, nem a mim nem a ninguém, ao contrário,

provoque movimentos que nos levem a criar a realidade divina no planeta deve ser a meta.

Cuidar do que penso, do que falo, do que sinto é responsabilidade sem volta depois de saber que faço

parte sim, junto com você, da gênese do pensamento coletivo que transforma em realidade descrições,

independentemente de sua qualidade, limitadora ou de expansão.

Posso então escolher o que penso do que vejo e, portanto o que descrevo e comunico. E como o faço.

Devo sim, cuidar incessantemente, por isso, do que penso do que vejo e, do que crio ao descrever

porque será esta a minha contribuição para o inconsciente coletivo que me afetará e a todos ao meu

redor.

Roseli - (19/10/2015)


06/10/2015 por José Renato Siqueira Jr

Sobre a lei da Credibilidade e a lei da troca

Numa interpretação literal e rápida, ter credibilidade é ter crédito, o que equivale dizer, ser totalmente digno de confiança.
Todos sabemos como alguém digno de confiança salta aos olhos até do mais distraído de nós, não é mesmo?
Mas, como se conquista tal condição?
Pense no amigo em que você mais confia na vida. O melhor amigo da lista dos seus melhores amigos. A pessoa a quem você confiaria a chave de sua casa; com quem deixaria sua filha por dias, numa eventual emergência; a quem você já confidenciou seus mais íntimos pensamentos e ideias... Lembrou dele ou dela?
Agora relembre como se conheceram, que comportamentos e atitudes (suas e dela) levaram ambos a este grau de confiança um no outro? Como, tijolo a tijolo, esta credibilidade foi construída?
Fiz o exercício e cheguei a 2 comportamentos que considerei mais importantes:
• Integridade e Respeito
Integridade significa fazer conhecer os próprios valores, princípios e forma de pensar, não pelas palavras, mas sobretudo pelas atitudes. Agir de forma clara, espontânea e sincera. Desconhecer na relação o significado da palavra incoerência. Adotar como ditado que O combinado não sai caro e como hábito que compromisso assumido é compromisso cumprido. A isso tudo chamo integridade, inteireza, caráter.
Respeitar é ouvir e entender os pontos de vista do outro, mesmo nas discordâncias, e, incondicionalmente aceitar o seu jeito de ser. O respeito é uma das mais importantes bases do Amor, em qualquer uma de suas manifestações.
Decidi começar este texto trazendo esta semelhança da lei com o sentido mais popular do termo porque entendi que credibilidade significando ganhar, receber e aceitar o crédito pelo que se faz e recusar o crédito pelo que não se fez é puro uso de integridade e respeito a si, ao outro e ao objeto da troca.
A credibilidade é um fator necessariamente presente se queremos boas relações de troca, seja na compra ou venda de qualquer bem, no estabelecimento de contratos de trabalho como empregado, consultor, profissional liberal ou outro tipo de vínculo.
A credibilidade acontece quando há equilíbrio entre o que dou e o que recebo e esta avaliação vinda de um consenso natural entre as partes.
Cobro o que é considerado justo por você e por mim.
Pago o que eu e você consideramos justo.
E trocamos o que não podemos produzir ou por incompetência e inabilidade ou porque não conseguimos faze-lo, por falta do recurso tempo, por exemplo.
Especialmente no mundo moderno como produzir a própria roupa, o combustível que abastece o carro, a energia e o gás que iluminam e aquecem nossa casa?
Troca-se o que não se pode produzir, isto ficou bem claro, penso eu.
O que quero salientar porque para mim marcou sobremaneira, foi a questão do sermos conscientes dos nossos melhores talentos.
Os dons que Deus nos presentou, as habilidades em que fluímos, as atividades onde nosso rendimento é excepcional, valoroso no que agregam a alguém, seja este um cliente ou uma empresa, que é ou deveria ser nossa maior doação ao mundo. Nosso talento.
Ter clareza disso, nos dá a chance de propiciar a outros a oportunidade de exercerem seus dons nestes trabalhos que, conscientemente decido abdicar para ter tempo de trabalhar onde produzo melhor, onde sou mais vital e talentoso.
É fundamental relembrar também o amor como objeto de doação, nunca de troca. Amar, como o mais nobre sentimento e valor a ser buscado, é incondicional e por isso, independente de qualquer contrapartida é o que claramente determina sua lei.
Um outro ponto a mencionar vem de uma observação feita durante a palestra, por um dos participantes. Disse ele, mais ou menos o seguinte: “A energia que se entrega nas trocas as quais nos dispomos fazer, atrai, inevitavelmente, energias de mesma natureza, força e direção. Se entrego meu trabalho com amor, de maneira dedicada, competente, íntegra e confiável a um preço compatível e considerado justo por mim e por quem usufrui dos resultados dele, naturalmente irei atrair mais e mais trabalhos que me proporcionarão receber contrapartidas sempre equivalentes, muitas vezes de fontes diferentes, mas a prosperidade e a abundância estarão em fluxo....
Esta observação me fez lembrar de um trecho da parábola dos talentos que por um bom tempo me intrigou. Vamos a ele:
Porque a todo o que tem lhe será dado, e terá em abundância; e ao que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Matheus 25 – versículo 29.

Que ligação há entre esta mensagem e o principio da lei da troca?
Quem troca segundo as leis que estamos estudando, cresce em abundância, amplia e estende as margens de sua contribuição e resultados.
Quem conhece seus talentos, os faz reconhecer por quem precisa deles e os coloca a serviço das melhorias que são capazes de produzir, mais abundância constrói e a prosperidade em todos os campos acontece.
Ao contrário de quem retém, contém, retesa. De quem segura, economiza seus esforços e qualidades. A estes, o pouco que ainda lhe restar acabará se esvaindo, e sem precisar de crise alguma para explicar o fracasso.
Finalmente, foi lembrado o grande mistério da conta infalível do dízimo.
Quem também divide seu dinheiro com Deus, não importa a quantia e sim a intenção, faz seu dinheiro render de uma forma que nenhum matemático financeiro conseguiu explicar até hoje.
Há coisas que não existe explicação humana possível.
Esta é uma delas.
Quer testar este mistério?
Experimente, mas depois compartilhe o que viveu e o que sentiu, em especial com aqueles que eventualmente o criticaram por isso.
Por hoje é só, até a próxima.


Roseli - (13/10/2015)

29/09/2015 por José Renato Siqueira Jr

Sobre a Lei da Correspondência

Ouvir e ler sobre esta lei me fez lembrar uma frase constantemente citada - “Tudo está conectado “ . O que penso significar isto na prática?
Que inexiste:
• Ação sem consequência ou repercussão;
• Energia sem ressonância ou impacto;
• Pensamento ou sentimento que não retumbe, reverbere, influencie.
Que em tudo há correspondência, conexão, correlação, enxerguemos isso com maior ou menor clareza não há dúvida. Esta mensagem, aliás, já apresentada de certa forma pela lei do acaso, impossibilita voltarmos a acreditar em separações, até mesmo para questões tidas como objetivas como tempo e espaço.
Diante desta colocação, é importante rememorar o quanto de nada adianta nos fixarmos no passado, remoendo o que fizemos ou lamentando o que não fizemos. Da mesma forma, pouco resolve nos fixarmos no futuro, como fuga dos eventuais incômodos ou problemas que nos afligem hoje.
Estes ensinamentos nos fornecem uma maneira integrada de melhor viver o presente, operando o “milagre” de viajar ao passado.
Viagem para entender, aceitar e principalmente perdoar a si próprio, a tudo e á todos a quem ainda estamos ligados por mágoas, arrependimentos, culpas, ressentimentos.
Viagem para nos libertar daquelas cenas que, paradoxalmente muitas vezes rezamos diariamente para esquecer (mas que deixamos , vivas, apodrecidas e mal cheirosas em nosso coração) transformando o passado que transforma o presente pela correspondência que há em tudo.
Estes ensinamentos também nos dão o caminho para o “milagre” da cocriação, porque proporciona a chance de uma viagem ao futuro para criarmos os protótipos positivos do que almejamos viver, fazer, ser.
A correspondência ensina que ....
O que eu sinto modifica o que eu penso O que eu penso modifica o que eu sinto O que eu faço modifica o que penso
O que eu sinto modifica o que eu faço O que eu penso modifica o que eu faço O que eu faço modifica o que eu sinto
No presente, no passado e no futuro ....
É, pelo que entendi, um dos grandes benefícios diretos de viver em plenitude e na prática a lei da correspondência.
A consciência sobre esta capacidade de influenciar a própria vida e, sem parecer pretensioso, de ajudar (ou atrapalhar) tudo o que tocamos, todos com quem convivemos e qualquer ambiente por onde circulamos é fatal porque uma vez instalada fica impossível esquece-la.
Podemos até desconsiderá-la, mas esquece-la não conseguiremos mais porque consciência vira sinônimo de responsabilidade.
Tudo o que acontece, e seus efeitos, de uma forma ou outra chega ao protagonista da ação tanto quanto aos demais que, na visão objetiva podem ser considerados apenas vítimas de algum fato.
Uma pergunta que me veio ao pensar sobre tudo isso foi:
“Como entender na essência e em profundidade, esta lei e seus ensinamentos quando nos deparamos com fatos da magnitude da barbárie ocorrida no hospital dos Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão semanas atrás; de uma doença que acomete, sem aparente causa e prévio aviso um ente amado ou de um desemprego inesperado, justamente na hora em que mais a sua vida financeira estava desajustada?”
Ao lembrar deles, vejo como é real a dificuldade de enxergar correspondência (e lições a aprender) em momentos que nos chocam ao nível dos acontecimentos citados, sem cair na resposta simplista, de que há sempre leis divinas por trás de tudo, e que mesmo não as compreendendo, nauseados, entristecidos e cheios de razões e argumentos, não adianta questionarmos Deus sobre o por que de tudo isso?
Este questionamento, de fato aconteceu e eu me permiti expô-lo, porque acredito que para aprender pra valer é necessário descobrir dentro de si as respostas e não apenas aceitar colocações dogmáticas, mesmo quando estes venham por canais confiáveis, como é o caso.
Penso que vale a pena a reflexão por acreditar que o verdadeiro aprendizado é aquele que vem “de dentro para fora”, fazendo valer o cerne do verbo descobrir (ou seja, “tirar a coberta”).
Por isso a proposta é desafiar você, Leitor, a tentar encontrar a sua resposta.
A minha está sendo ainda construída, mas posso adiantar que ela passa perto do que refleti e penso ter entendido sobre a lei da coragem, tema que exploro a seguir.

Sobre a lei da coragem
Para falar sobre esta lei vou contar uma história real que chegou ao meu conhecimento.
Num evento ao ar livre, uma palestra contando com algumas dezenas de ouvintes se iniciava em uma frágil tenda de pano sustentada por hastes de alumínio no alto de uma pequena colina.
Mal a palestra se iniciou, um inesperado temporal caiu sobre a região deixando todos apreensivos.
Logo, como esperado, as pessoas começaram a se agitar sem saberem ao certo o que fazer, algumas estavam prestes a se levantar e tentar sair dali, mesmo não sabendo se haveria um local mais seguro para onde correr quando o orador, sábia e calmamente orientou a todos para que continuassem sentados e apenas levantassem os pés para cima da própria cadeira de forma a enterra-lá ainda mais no chão.
Enfrentar a ventania e a enxurrada que se formava, lhe pareceu demasiado perigoso naquele momento, em especial pelo medo que sentiu estar acometendo a maioria dos presentes, deve ter avaliado o palestrante.
Sua voz calma e orientação firme foram capazes de gerar segurança aos presentes que o escutaram com atenção e seguiram suas instruções.
“−Vamos ficar em silencio, com os pés levantados, apenas isso. Se alguém quiser meditar, orar ou simplesmente se concentrar em manter seu equilíbrio na própria cadeira, o faça. Voltaremos a conversar assim que tudo isso passar.”
E assim ficaram as pessoas e em uma hora a tempestade cessou, a palestra foi retomada.
No encerramento da palestra o orador fez a seguinte observação:
“− Diante de algo maior do que podemos enfrentar, devemos nos aquietar e respeitar o evento, deixando que ele passe e só depois podemos agir sobre suas consequências.
A lei da coragem, ouvimos, exige apenas:
• Que eu avalie a situação e a mim próprio e aí sim decida pelo enfrentamento ou pela neutralização sem deixar que o medo se instale.
• Que eu decida por enfrentar a situação quando a avaliação das condições me mostrar que estou seguro e em boas condições para dar conta do desafio, seja ele uma entrevista, o vestibular, dirigir nesta estrada, negociar este assunto, dar esta aula, escrever este texto....
• Que eu opte por utilizar estratégias de autoproteção para minorar os efeitos e danos da situação em que não possuo segurança para desafiá-la. Respeitar a situação é bem diferente de se deixar amedrontar por ela.
A lei da coragem é manter a fé que se Deus está comigo e eu estou Nele, enfrentar ou neutralizar passa a ser quase indiferente porque Ele me iluminará para a melhor estratégia e me mostrará que o acontecimento sempre será para meu crescimento e aprendizado.
Uma situação é e será sempre uma situação. O que faz diferença é que significado dou a ela em meu processo de crescimento.
E qual a minha resposta pessoal a pergunta deixada ao final do texto sobre a lei da correspondência?
Que a chave da aceitação das situações que me atingem e não compreendo, exige a utilização da lei da coragem - ou seja, aceitar que o entendimento dos desígnios de Deus é diretamente dependente do grau de aproximação que tenho Dele e do seu amor. Quanto mais Ele está em mim e eu Nele, maior será a clareza do porque passei ou estou passando por este ou aquele desafio.
Quanto mais confio nisso, maior discernimento terei para agir como o palestrante, sabendo que horas enfrentar o temporal buscando abrigo melhor, que horas simplesmente levantar meus pés, fincar minha cadeira, elevar meu pensamento em orações e esperar, em silencio, a tempestade passar, a compreensão chegar dos porquês estou passando pelo que estou passando.
Depois é secar as roupas, limpar os sapatos e seguir caminhando.

Roseli - (13/10/2015)